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Alcolumbre nega ter recebido US$ 30 milhões de Daniel Vorcaro: 'Alegações falsas'

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez um pronunciamento, no plenário da Casa legislativa nesta terça-feira (16), no qual negou ter recebido...

Alcolumbre nega ter recebido US$ 30 milhões de Daniel Vorcaro: 'Alegações falsas'
Alcolumbre nega ter recebido US$ 30 milhões de Daniel Vorcaro: 'Alegações falsas' (Foto: Reprodução)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez um pronunciamento, no plenário da Casa legislativa nesta terça-feira (16), no qual negou ter recebido US$ 30 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Master. Alcolumbre fez o discurso após a Revista Veja veicular, na última quinta-feira (11), uma reportagem que afirma que Vorcaro teria dito às autoridades que transferiu a quantia para uma conta no exterior e que o dinheiro seria para o parlamentar do Amapá. A transferência teria sido feita como contrapartida a uma atuação de Alcolumbre em favor de interesses do Master. Conforme a reportagem de Veja, Vorcaro teria feito as afirmações durante as tratativas com autoridades para fechar um acordo de delação premiada. Agora no g1 Preso em Brasília, o ex-banqueiro tenta um acordo de colaboração, mas já teve duas propostas rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). "Eu repudio, com toda a firmeza, e com toda a indignação o conteúdo desta matéria. Jamais recebi aqueles valores ou outros quaisquer, no Brasil ou no exterior, por qualquer motivo que seja", disse o senador do Amapá. "São alegações falsas, com a única e aparente intenção de arrastar o meu nome para lama. É espantoso e revoltante que uma acusação dessa gravidade seja publicada sem qualquer prova, sem qualquer evidência, contra um chefe de Poder", completou Alcolumbre. O presidente do Senado disse ainda que, caso a afirmação tenha mesmo partido de Vorcaro, provará que a narrativa é falsa. Por outro lado, disse que se não as declarações não constarem dos documentos “estaremos diante de uma invenção”. “Se esse fato sequer constar de um acordo de colaboração, se não tiver sido dito pelo colaborador, por sua defesa ou pela autoridade responsável pela condução desse procedimento, então estaremos diante de uma situação muito mais grave. Porque não estaremos diante apenas de uma acusação falsa contra o presidente do Senado Federal. Estaremos diante da invenção de um fato inexistente e da tentativa de atribuir esse fato a um procedimento oficial para lhe conferir aparência de verdade”, disse. "A quem interessa caluniar o presidente do Congresso Nacional? Quem se beneficia de tentar usar a imprensa para intimidar o chefe do Poder Legislativo?", completou o senador. Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP) Carlos Moura/Agência Senado Senadores em defesa Após a fala de Davi Alcolumbre, senadores de todos os espectros políticos, do PT ao PL, saíram em defesa do presidente do Senado. O ato começou com o parceiro político de longa data, senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que criticou as denúncias, passou pelo líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PL-AP), e incluiu senadores da oposição, como Espiridião Amin (PL-SC). “A indignação que vossa excelência expressa aqui é uma indignação que eu acho que deve ser assinalada por todo o Congresso Nacional [...] Qualquer acusação, seja de quem for ela tem que ter um lastro probatório mínimo, sobretudo quando essa acusação vai contra uma figura pública e sobretudo ao presidente do Congresso Nacional”, disse Randolfe Rodrigues. Já o ex-presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, seguiu a mesma a linha do que foi dito por Alcolumbre e chamou de “mafioso” e “gangsterismo” as afirmações apresentadas, caso elas sejam falsas. “Se nós estamos eventualmente diante de um fato [...] que não tenha sido alegada pelo colaborador por seu advogado, que não tenha sido alegada pelas autoridades responsáveis pelo processo de investigação, seja policial, seja o Ministério Público, que não existe num mundo jurídico e nem num mundo real, é um fato inventado e levado a uma imprensa de grande circulação para que o Brasil todo ouça esse fato inverídico, esse fato criado, aí, de fato, essa segunda hipótese nós estamos diante de um fato muito grave. Aí constitui uma ofensa, uma coação, um constrangimento, a busca de uma criminalização de um chefe do poder, de um presidente do Senado, que por algum motivo está sendo coagido a partir de um expediente mafioso, de gangueterismo, de alguém que inventa um fato e que constrange uma instituição inteira, constrange a figura de um senador”, concluiu. O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Edilson Rodrigues/Agência Senado Por outro lado, o senador Esperidião Amin (PP-SC), afirmou que as acusações foram ataques contra o Congresso Nacional, sob a gerência do Poder Judiciário. "Não saiu de uma CPI. Saiu do que? Quem é que negocia uma delação? É a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, sob os auspícios do Judiciário. São aqueles compartimentos de onde vem as maiores críticas ao desempenho do Congresso Brasileiro numa CPI. Foi de lá que brotou esta também, que não foi a primeira afirmação contra um parlamentar. Ou seja, não sai dessa delação nada a respeito de juiz. Não sai nada a respeito de empresário, o alvo é o Congresso", finalizou.