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Aquecimento global chegou a 1,37°C em 2025, e planeta pode ultrapassar limite crítico de 1,5°C até 2030
O aquecimento global está levando a Terra a um ponto crítico, principalmente no Ártico, onde os impactos das mudanças climáticas são ainda mais intensos.
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10/06/2026 19:01
Aquecimento global chegou a 1,37°C em 2025, e planeta pode ultrapassar limite crítico de 1,5°C até 2030 (Foto: Reprodução)
O aquecimento global está levando a Terra a um ponto crítico, principalmente no Ártico, onde os impactos das mudanças climáticas são ainda mais intensos.
Kathryn Hansen/NASA
As atividades humanas elevaram o aquecimento global a 1,37°C acima dos níveis pré-industriais em 2025, e o planeta deve ultrapassar o limite crítico de 1,5°C em torno de 2030 caso as emissões de gases de efeito estufa continuem nos níveis atuais.
A conclusão é de uma nova edição dos Indicadores Globais de Mudança Climática (IGCC), iniciativa científica que atualiza anualmente alguns dos principais indicadores usados para acompanhar a evolução da crise climática.
🌡️ ENTENDA: O limite de 1,5°C é a meta internacional, estabelecida pelo Acordo de Paris em 2015, para conter o aquecimento global. Ele representa o aumento máximo seguro da temperatura média da Terra em relação aos níveis pré-industriais.
O estudo reúne mais de 70 pesquisadores de 17 países e busca preencher o intervalo entre os grandes relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), oferecendo uma fotografia mais atualizada do estado do clima global.
Segundo os autores, o principal sinal de alerta é que a Terra continua acumulando calor em ritmo acelerado.
Em outras palavras, mais energia está entrando no sistema climático do que saindo dele, o que favorece o aumento das temperaturas e desencadeia mudanças em diferentes partes do planeta, dos oceanos às calotas polares.
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Os cientistas estimam que praticamente todo o aquecimento observado na última década foi provocado por atividades humanas.
A média de aquecimento causada pela ação humana entre 2016 e 2025 chegou a 1,24°C, muito próxima da temperatura total observada no período.
O trabalho também mostra que as emissões globais de gases de efeito estufa continuam em níveis recordes.
Em 2024, elas alcançaram 56,8 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente.
A maior parte dessas emissões ainda está ligada à queima de combustíveis fósseis, embora o desmatamento, a agropecuária e atividades industriais também tenham contribuição importante.
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Cada vez menos margem para evitar o aquecimento
Um dos dados que mais preocupam os pesquisadores envolve o chamado orçamento de carbono, uma estimativa da quantidade de dióxido de carbono que ainda pode ser lançada na atmosfera antes que determinados limites de aquecimento sejam ultrapassados.
Segundo o estudo, no início de 2026 restavam cerca de 130 bilhões de toneladas de CO₂ disponíveis para manter a meta de 1,5°C ao alcance.
No ritmo atual de emissões, esse volume pode ser consumido em aproximadamente três anos.
O limite de 1,5°C foi estabelecido no Acordo de Paris como uma referência para reduzir os riscos associados às mudanças climáticas.
Embora um único ano acima desse valor não signifique automaticamente o descumprimento da meta, os cientistas avaliam que a tendência atual coloca o mundo muito próximo de ultrapassar esse patamar de forma duradoura.
Apenas no ano passado foram registrados 65 dias de ondas de calor nos oceanos em escala global.
EPA
Outro indicador que entrou pela primeira vez no relatório é o número de dias com ondas de calor marinhas. Os pesquisadores verificaram que esse tipo de evento mais do que triplicou entre 1991 e 2025.
Apenas no ano passado foram registrados 65 dias de ondas de calor nos oceanos em escala global.
Esses episódios ocorrem quando a temperatura da superfície do mar permanece muito acima da média por períodos prolongados. Segundo os autores, eles podem afetar ecossistemas marinhos, atividades econômicas ligadas ao oceano e até influenciar eventos climáticos extremos em áreas continentais.
O relatório também aponta que o nível médio dos mares atingiu um novo recorde em 2025, acumulando uma elevação de 23 centímetros desde 1901.
A expansão da água do mar devido ao aquecimento e o derretimento de gelo em terra estão entre os principais fatores por trás desse avanço.
Para os autores, os resultados reforçam que o clima continua mudando rapidamente em resposta às atividades humanas.
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