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Assaduras em bebê: causas mais comuns

Assaduras em bebê: causas mais comuns Crédito: Divulgação A pele do bebê não nasce pronta para enfrentar um ambiente quente, úmido e abafado por muitas h...

Assaduras em bebê: causas mais comuns
Assaduras em bebê: causas mais comuns (Foto: Reprodução)

Assaduras em bebê: causas mais comuns Crédito: Divulgação A pele do bebê não nasce pronta para enfrentar um ambiente quente, úmido e abafado por muitas horas. É por isso que a assadura em bebê, tecnicamente chamada de dermatite de fralda, aparece com tanta frequência nos primeiros anos de vida. O quadro não significa, necessariamente, falta de cuidado. Muitas vezes, basta uma combinação de fralda cheia, atrito, fezes mais ácidas ou troca de produto de higiene para a vermelhidão surgir. Mas a maioria dos casos melhora com medidas simples, como limpeza suave, mais ventilação e uso correto de cremes para assaduras. Como reconhecer as assaduras em bebê? A assadura em bebê costuma aparecer na área coberta pela fralda, ou seja: nádegas; virilha; região genital e; parte interna das coxas. O sinal mais comum é a vermelhidão, que pode vir acompanhada de pele brilhante, sensível ao toque, ardor, choro na troca e pequenas descamações. Em alguns casos, a criança fica mais irritada justamente quando a região é limpa, porque a pele já está inflamada. Um detalhe ajuda os responsáveis a entenderem a gravidade: quando a irritação é leve, a pele fica apenas avermelhada e restrita às áreas de maior contato. Quando o quadro se intensifica, podem surgir placas mais vivas, feridinhas, bolinhas ao redor da lesão e desconforto persistente. Também vale diferenciar a assadura comum de outros problemas de pele. Lesões que não melhoram, que se espalham para dobras, que têm pus, bolhas, mau cheiro ou febre associada precisam ser avaliadas. Nesses casos, a assadura em bebê pode estar acompanhada de infecção por fungos ou bactérias, alergia de contato ou outra dermatose que exige conduta específica. Assaduras em bebê: conheça as causas mais comuns Crédito: Divulgação Causas mais comuns Segundo a Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal, a principal causa da assadura em bebê é o contato prolongado da pele com urina e fezes. “A umidade altera a barreira cutânea, aumenta o pH local e favorece irritações. Quando a fralda fica apertada ou permanece por muitas horas, o atrito piora o processo", diz. Outros fatores incluem excesso de umidade, infecção por fungos ou bactérias, dermatite de contato e fraldas de tamanho inadequado. Entre os fatores que mais contribuem estão: trocas pouco frequentes, especialmente após evacuação; limpeza agressiva, com fricção intensa; uso de lenços, sabonetes ou fragrâncias que irritam a pele; fraldas muito apertadas; diarreia, viroses e mudanças na alimentação; uso recente de antibióticos, que pode favorecer candidíase; calor, suor e pouca ventilação da região. A introdução alimentar também pode coincidir com maior risco de irritação, porque as fezes mudam de composição e frequência. Já em bebês com diarreia, a assadura em bebê pode evoluir rapidamente, pois a pele entra em contato repetido com fezes líquidas e mais irritantes. Como tratar as assaduras em bebê? O tratamento começa por retirar o que está irritando. Em quadros leves, a assadura em bebê costuma melhorar quando a família aumenta a frequência das trocas, higieniza com água morna e algodão ou pano macio, seca sem esfregar e deixa a pele respirar por alguns minutos antes de colocar nova fralda. De acordo com Eliane, o objetivo principal é reduzir umidade, atrito e contato com urina e fezes. “Pomadas com óxido de zinco, petrolato ou vaselina ajudam a formar uma barreira entre a pele e os irritantes”. As pomadas Desitin, por exemplo, são conhecidas comercialmente como medicamento de barreira à base de óxido de zinco. Já o sinal de cândida merece uma atenção mais especial. É suspeito a presença do fungo quando a vermelhidão é intensa, atinge as dobras e apresenta pequenas lesões ao redor. Nessas situações, produtos de barreira sozinhos podem não resolver, e o pediatra pode indicar tratamento antifúngico, como nistatina com óxido de zinco, quando houver diagnóstico compatível. O que não ajuda é exagerar na limpeza. Esfregar para “tirar toda a pomada” pode machucar ainda mais. Em muitos casos, basta remover excesso de fezes e urina, mantendo uma película protetora quando ela não estiver suja. “Produtos caseiros, talcos e receitas sem indicação devem ser evitados, porque podem irritar a pele, causar inalação acidental ou atrasar o tratamento correto”, diz a farmacêutica. Se houver suspeita de fungo, feridas importantes ou piora apesar dos cuidados, não hesite em procurar pelo pediatra e suspender o uso do medicamento. Quando procurar o pediatra para tratar a assadura em bebê A maioria dos episódios melhora em poucos dias com cuidados locais. Mesmo assim, alguns sinais pedem avaliação. Procure o pediatra se a assadura do bebê: não melhorar em 48 a 72 horas; se houver febre; pus; bolhas; sangramento; feridas profundas; dor intensa; mau cheiro; lesões fora da área da fralda ou; suspeita de alergia. A consulta também é importante quando a irritação volta com frequência. Recorrência pode indicar fralda inadequada, dermatite de contato, candidíase, diarreia persistente, reação a produtos de higiene ou outra condição dermatológica. Em resumo, a assadura em bebê é comum, mas não deve ser normalizada quando se espalha ou não melhora. Cuidar cedo devolve conforto ao bebê. Pomada para alergia na pele de bebê: como agir quando surgem assaduras e irritações Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal. CRF/SP 43.895