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EPTV2 - Ribeirão e Franca Acompanhe as notícias desta terça-feira (16).
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Operação Donos da Noite investigou rede de exploração sexual em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, e cidades da PB e do RN MTE/Divulgação Quatro...
Operação Donos da Noite investigou rede de exploração sexual em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, e cidades da PB e do RN MTE/Divulgação Quatro mulheres submetidas a condições de trabalho análogo à escravidão foram resgatadas durante uma operação em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Segundo as investigações, elas viviam numa casa de prostituição que fazia parte de uma rede de tráfico humano interestadual com outros cinco pontos localizados em cidades da Paraíba e do Rio Grande do Norte. As apurações apontam, ainda, que todos os estabelecimentos pertenciam a uma empregadora e eram administrados por parentes dela, que mantinham as trabalhadoras sob um sistema de controle baseado em dívidas, multas arbitrárias, vigilância constante e restrição de autonomia. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE A Operação Donos da Noite foi deflagrada na quarta-feira (10), mas os dados sobre as investigações só foram consolidadas nesta terça (16) pela Auditoria Fiscal do Trabalho, ligada à Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A ação também foi coordenada pela Polícia Federal e resultou no resgate de 22 mulheres nos três estados. Agora no g1 Conforme a SIT, foram identificadas diversas violações de direitos humanos e trabalhistas em Goiana. O esquema funcionava da seguinte forma, de acordo com o órgão: as mulheres acumulavam débitos relacionados à alimentação, produtos de higiene pessoal, roupas, perfumes, procedimentos estéticos, colocação e manutenção de mega hair e outras despesas cobradas pelos próprios responsáveis; os valores eram definidos unilateralmente, sem qualquer transparência e, em geral, acima da média de preços do mercado; em alguns casos, as vítimas também ficavam sem receber os serviços prestados durante a semana, permanecendo constantemente endividadas; a empregadora estabelecia metas de venda de bebidas alcoólicas e petiscos, que, se não fossem cumpridas, resultavam na aplicação de multas financeiras, incorporadas ao sistema de dívidas; as mulheres também eram submetidas a jornadas "extremamente prolongadas", sendo mantidas por períodos que se estendiam da tarde até a madrugada; mesmo quando não estavam realizando programas sexuais, as vítimas eram obrigadas a ficar nos salões aguardando clientes, sem autonomia para definir horários de descanso. Ainda segundo o MTE, as mulheres relataram sofrer pressão psicológica para fazer programa, inclusive quando estavam doentes, indispostas ou menstruadas. A recusa também resultava na aplicação de multas que faziam a "dívida" com a empregadora crescer. Além disso, conforme as investigações, as vítimas viviam em quartos coletivos, sem ventilação, com instalações precárias e condições insatisfatórias de higiene. Em alguns casos, de acordo com o MTE, os mesmos ambientes eram utilizados para moradia e exploração sexual. Investigação De acordo com a PF, o caso começou a ser investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Guarabira (PB), da Polícia Civil, mas o inquérito acabou sendo federalizado após a identificação. Além de Goiana, a rede sustentava outros cinco pontos de prostituição, nas seguintes cidades: Guarabira (PB); Pedro Régis (PB); Alagoa Grande (PB); Nova Cruz (RN). As investigações identificaram que as mulheres eram recrutadas em outros estados, especialmente no Ceará, e transferidas entre os diferentes estabelecimentos controlados pelo grupo criminoso, o que levanta a suspeita de tráfico humano para fins de exploração sexual. A chefe da organização criminosa foi formalmente notificada pela caracterização do trabalho em condições análogas à escravidão, segundo a Auditoria Fiscal do Trabalho. Os fiscais também determinaram a interrupção das atividades, o pagamento dos direitos trabalhistas, o custeio do retorno das vítimas às suas cidades de origem e o fechamento dos locais. O g1 entrou em contato com a Polícia Federal para saber se algum dos investigados foi preso, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias