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Moradores e estudantes de comunidade na zona rural de Itacoatiara fazem manifestação por transporte escolar. Liam Cavalcante/Rede Amazônica Pais, estudantes e moradores da comunidade Nossa Senhora das Graças, na Costa da Conceição, zona rural de Itacoatiara, realizaram nesta segunda-feira (15) uma manifestação para cobrar a volta do transporte escolar fluvial e melhorias na estrutura da Escola Estadual Anilia Nogueira da Silva. Os alunos estão sem frequentar as aulas por falta de meio para locomoção. Segundo os comunitários, o transporte escolar está suspenso por falta de pagamento aos responsáveis pelas embarcações, o que tem afetado a frequência dos alunos e comprometido o calendário escolar. A escola atende cerca de 100 estudantes do ensino fundamental e médio, distribuídos nos três turnos, além de alunos de 11 comunidades ribeirinhas. Com cartazes nas mãos, os manifestantes denunciaram que muitos estudantes estão perdendo aulas e, em alguns casos, sendo transferidos para escolas municipais. Algumas famílias também estariam pagando do próprio bolso o deslocamento dos filhos. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Agora no g1 “Nosso maior objetivo hoje é buscar melhorias no transporte escolar. Nossos filhos estão ficando sem aula. A aprendizagem acontece presencialmente. A gente quer resposta da Seduc”, afirmou Marivone Nogueira, mãe de aluna e representante comunitária. A situação preocupa ainda mais estudantes do 3º ano do ensino médio, que se preparam para vestibulares e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A estudante Eloá Portela Pinheiro, de 17 anos, contou que perdeu a segunda fase do Processo Seletivo Contínuo (PSC) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) por não conseguir se deslocar até a cidade. “Às vezes a gente vem um dia e passa a semana toda sem aula. Eu perdi a segunda fase do PSC porque não consegui ir”, disse a estudante. LEIA TAMBÉM: Após furto, parte de ambulancha do Samu é encontrada no interior do Amazonas Problemas estruturais também são alvo de reclamações Além da falta de transporte, moradores denunciam as condições da estrutura da escola, que funciona em um prédio de madeira considerado provisório pela comunidade. Segundo os moradores, a antiga escola de alvenaria foi demolida com a promessa de uma nova construção, mas, cerca de nove anos depois, a obra não teria sido iniciada. A comunidade também reclama da qualidade da água consumida pelos estudantes e da falta de segurança na unidade. Moradores pedem uma vistoria do Corpo de Bombeiros e afirmam que a estrutura de madeira apresenta riscos. “Muitos estudantes já foram prejudicados, inclusive perderam provas importantes. A gente pede um prédio escolar novo”, disse Vanessa Nogueira, mãe de aluna. A Rede Amazônica questionou a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) sobre as denúncias feitas pelos manifestantes e quais medidas estão sendo tomadas para resolver o problema, mas até a publicação desta reportagem não houve resposta.