Jovem morre afogado em área rural do Gama, no DF
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Trabalhadores da educação municipal de BH em greve (imagem de arquivo) Reprodução/TV Globo A greve dos professores da rede municipal de Belo Horizonte terminou nesta quarta-feira (10), após 45 dias de paralisação. Com a decisão, as aulas nas escolas do município devem retornar à normalidade nesta quinta (11), segundo a prefeitura. O fim do movimento foi aprovado pela categoria durante assembleia na Praça da Estação, no Centro da capital mineira, e confirmado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de BH (Sind-Rede/BH). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp "A mobilização foi fundamental para barrar a ampliação da privatização e terceirização da função docente na rede, denunciar irregularidades na gestão dos recursos públicos da educação na cidade e garantir mudanças na regulamentação das parcerias com as OSCs para contratação de profissionais de apoio ao educando", afirmou a entidade em comunicado nas redes sociais. A greve começou em 27 de abril e mobilizou professores e outros profissionais da educação de BH por melhorias salariais, plano de carreira, melhores condições de trabalho e reposição dos dias paralisados (leia mais abaixo). No último mês, representantes da categoria e da prefeitura participaram de rodadas de negociação para tentar construir um acordo que permitisse o retorno das atividades. Na semana passada, a Defensoria Pública de Minas Gerais chegou a acionar a Justiça para pedir o funcionamento mínimo das escolas municipais da capital durante a paralisação, alegando que milhares de estudantes estavam sendo prejudicados. Agora no g1 Retorno à normalidade Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte disse que a a maior parte das unidades escolares já havia retomado as atividades antes mesmo da assembleia realizada nesta quarta-feira. A administração municipal também informou que a reposição das aulas será tratada em agenda específica com o sindicato nos próximos dias. "Com o fim da paralisação, a expectativa é de que 100% das aulas estejam normalizadas a partir desta quinta-feira (11), permitindo que as famílias retomem a rotina com tranquilidade e que os estudantes voltem a ter acesso regular às atividades pedagógicas e ao aprendizado", completou. Greve na educação Durante a paralisação, os servidores apontaram problemas estruturais nas escolas municipais e reivindicaram, além de transparência por parte da prefeitura, recomposição salarial e melhorias nas condições de trabalho. Em meio à greve, a secretária municipal de Educação de Belo Horizonte Natália Araújo chegou a afirmar que o movimento estava relacionado, principalmente, "à mudança no modelo de contratação dos profissionais de apoio especializado para alunos da rede". Ela se referiu a pessoas com deficiência (PcD) que precisam de suporte durante as atividades escolares. De acordo com o Sind-Rede/BH, entre as conquistas da mobilização, ficou assegurado que o trabalho docente e pedagógico será realizado exclusivamente por professores concursados, que as OSCs terão atuação restrita no que se refere à ação docente e que novas contratações deverão ocorrer por meio de processo seletivo simplificado, garantindo mais transparência e dificultando indicações políticas. "O fim da greve não representa o fim da luta. A categoria seguirá mobilizada para garantir o cumprimento dos acordos, defender o direito à reposição dos dias parados para todos os trabalhadores e lutar contra as medidas punitivas aos trabalhadores grevistas [...]", disse o sindicato.