Na primeira Copa com 48 países, torcidas do mundo inteiro se encontram para celebrar
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Sem salários, anestesistas param atividades em Belém e Defensoria cobra explicações A Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE) estabeleceu um prazo de cinco dias úteis para que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) preste esclarecimentos sobre a greve de anestesistas em Belém. A paralisação afeta hospitais da rede municipal e unidades conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a Sociedade de Trabalho dos Anestesiologistas do Pará (Stap), cerca de 120 profissionais aderiram ao movimento, iniciado em 1º de junho, devido a atrasos nos pagamentos. ✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp A falta de médicos resultou na suspensão de cirurgias eletivas no Hospital Ordem Terceira, Hospital Maradei, Beneficência Portuguesa e no Pronto-Socorro Municipal do Guamá. O g1 solicitou um posicionamento à Sesma, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem. Fachada do Pronto Socorro Municipal da 14 de Março (PSM), em Belém. Cristino Martins / OLiberal No ofício enviado à Sesma, o Núcleo de Atendimento Especializado da Criança e do Adolescente (Naeca) da DPE exige informações detalhadas sobre os débitos pendentes, o número de procedimentos cancelados e as medidas administrativas adotadas para regularizar os serviços. Crise se estende a outras áreas Além das cirurgias eletivas, a crise atinge a porta de entrada da urgência e emergência. No Pronto-Socorro Mário Pinotti, o PSM da 14 de Março, o atraso no repasse a empresas terceirizadas suspendeu os atendimentos de neurocirurgia, traumatologia e ortopedia. Servidores do hospital denunciam ainda que o sistema de emissão de laudos de exames foi bloqueado por falta de pagamento. A empresa responsável pelo serviço de diagnóstico por imagem também ameaça desligar equipamentos de tomografia, raio-X e eletrocardiograma. A paralisação dos serviços agrava a situação de pacientes internados. A dona de casa Elisângela Franco Cunha, de 49 anos, deu entrada no PSM com aneurisma e hemorragia. Desde então, o filho dela, Gabriel Cunha, tenta, sem sucesso, a transferência para um leito de neurocirurgia. A mesma aflição é vivida por Karla Moreira. O marido dela sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e, mesmo com uma determinação da Justiça para transferência a um hospital especializado, a medida não foi cumprida. "Eu quero que meu marido saia daqui, mas num saco preto, não", desabafou. Diante do volume de queixas, a Defensoria Pública da União (DPU) informou que as ações contra a prefeitura e a Sesma podem mudar de esfera. Segundo o defensor público Marcos Teixeira, o órgão avalia medidas para responsabilizar diretamente os agentes públicos envolvidos na gestão da saúde. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará