Homem investigado por tentativa de latrocínio é preso em Barão do Grajaú
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (25) que a extrema direita tenta "calar" professores e estudantes, "nega a ciência" e "censura a arte" por temer a conscientização do povo por meio da educação. O petista deu a declaração durante um fórum, realizado em Brasília, de reitores de universidades brasileiras e de países africanos. O evento é realizado na data em que se celebra o "Dia da África", feriado naquele continente. "Em várias partes do mundo, a extrema direita não tolera a autonomia das universidades. Querem calar professores e estudantes e coibir a diversidade. Negam a ciência, censuram as artes e transformam as salas de aula em instrumento de dominação", disse Lula. "O pensamento crítico caminha lado a lado com a luta anticolonial e o combate ao racismo, à misoginia, à xenofobia e todas as formas de discriminação. As universidades seguirão como bastiões da resistência aos horrores cometidos em todas as guerras. A extrema direita teme a educação porque sabe que é onde nasce a consciência", completou o presidente. No discurso, Lula citou o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela (1994-1999), o primeiro chefe do Executivo negro do país, que defendia a educação como "arma mais poderosa" para mudar o mundo. Lula também defendeu a cooperação entre instituições brasileiras e africanas para desenvolvimento dos países mais pobres da África. Inteligência artificial e campanhas O presidente Lula durante fórum de reitores de universidades brasileiras e africanas Reprodução/Canal Gov O presidente também voltou a criticar o uso de ferramentas de inteligência artificial em campanhas eleitorais. O petista já disse ser contra o uso dessa tecnologia na sua campanha. Lula deve tentar a reeleição em outubro, para um quarto mandato no Palácio do Planalto. "Por que nós não utilizamos a inteligência artificial para fazer uma coisa concreta, além das maldades que se faz nas campanhas políticas? Por que nós não aproveitamos esse poder da internet para fazer as coisas que a gente não conseguia fazer um tempo atrás? Sabe o que falta? Uma decisão e uma causa", afirmou Lula. O presidente disse que a inteligência artificial é uma "ferramenta estratégica", mas classificou o "colonialismo digital" como uma "ameaça real e imediata". "Nas mãos de poucos países e poucas empresas, os algoritmos se transformaram em instrumento de dominação. Sem investir em infraestrutura digital, não será possível superar carências crônicas", disse Lula. "Os modelos de linguagem da inteligência artificial precisam ser construídos em português, em iorubá, em zulu e nas muitas línguas dos povos africanos", concluiu o petista.